A ciência por trás do naming

Nomear uma marca (naming) é um processo que exige muito cuidado. Assim como o nome de um filho, ele irá acompanhar sua empresa por toda a sua vida e é uma decisão que pode mudar o futuro da marca.
Nós podemos conhecer o símbolo de uma marca, mas sempre que nos referimos a ela usamos seu nome. Por isso o processo de naming é vital.

Existem diversas categorias de nome, todas com seus prós e contras, para auxiliar nesse processo.

O nome descritivo indica o que a empresa, produto ou serviço é ou faz.
Ponto positivo: São efetivos para posicionar a marca de maneira clara no mercado e tornam fácil para o consumidor entender qual é o produto oferecido.
Ponto negativo: Por restringir a marca, tornam dificil ampliar ou alterar o tipo de produto.
Exemplos: Galinha Pintadinha e Banco do Brasil são nomes que descrevem exatamente a marca e é impossível não saber o que eles são.

As siglas são a abreviação do nome – geralmente descritivo.
Ponto positivo: São curtos e, por isso, fáceis de falar e de lembrar.
Ponto negativo: Por não carregarem um significado dão a sensação de faltar uma “alma” ao nome.
Exemplos: A DTC Brinquedos e a IBM são duas grandes empresas que usam siglas em seus nomes.

Os nomes inventados são palavras que existem exclusivamente para representar uma marca.
Ponto positivo: São únicos e podersos, porque nunca foram usandos antes.
Ponto negativo: Por não carregarem um significado anterior, podem não sustentar o marketing.
Exemplos: Kodak foi criado pela sonoridade. Lego é a fusão de duas palavras dinamarquesas “leg godt” que significa “brincar bem”.
Ponto interessante: Lego tornou-se a forma como nos referimos aos blocos de montar, um exemplo clássico de que, sabendo qual o ponto fraco da sua decisão, as estratégias podem minimizar os malefícios.

Nomes sugestivos remetem as aspectos da marca.
Ponto positivo: Ajudam a criar uma imagem mais profunda com a marca do que somente quais produtos ou serviços são entregues.
Ponto negativo: Se forem criados fora de sintonia com a marca, podem prejudicar sua imagem.
Exemplos: Hot Wheels (rodas quentes) foi escolhido para uma marca que produz carrinhos de brinquedo e Antártica para cervejas, tipicamente consumidas geladas.

Já os nomes experiência são construídos em cima de sentimentos ou experiências que a marca entrega.
Ponto positivo: Criam uma expectativa sobre a marca, diferenciando-a no mercado.
Ponto negativo: Se não estiverem bem alinhados com o propósito da marca, perdem a força.
Exemplos: Grow (crescer) foi pensado para crianças, passando exatamente por essa fase. Vivo é outro exemplo, representando uma vida com acessibilidade e proximidade.

E por fim, temos os nomes próprios, quando as empresas optam por usar o(s) nome(s) do(s) seu(s) criador(es).
Ponto positivo: Se o nome tiver uma boa sonoridade, essa opção dificilmente encontrará concorrêcia.
Ponto negativo: Não indica nenhuma característica da marca.
Exemplos: Walt Disney e Ford conquistaram o mundo com o nome de seus criadores.
Ponto interessante: Walt Disney utiliza, exaustivamente, a história de seu criador como parte de suas estratégias de marketing.

Algumas dicas que podem ajudar: use prefixos e segmentos de palavras para criar o nome da sua empresa. “Bis”, por exemplo, quer dizer “repetição”. Logo, o produto “Bis” sugere que você não consegue comer um só. Você também pode combinar palavras relevantes ao seu nicho, como fez a TecToy, que misturou “tec” (de technology) com “toy” (brinquedo).

Aqui, na Borbolla•baroni, temos uma metodologia incrível para ajudar a nomear a sua empresa! 😉
#vem

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